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Brasília - A Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou hoje (17)
em consulta pública suas propostas de mudanças para o
setor de telefonia. Além do Plano Geral de Outorgas (PGO) para
a telefonia fixa, a Agência quer saber também a opinião
da sociedade brasileira sobre o Plano Geral para Atualização
da Regulamentação no Brasil (PGR), que estabelecerá
um novo marco regulatório para todo o setor.
De acordo
com o superintendente de Serviços Privados da agência
Jarbas Valente, o objetivo do PGR é fortalecer o papel do
consumidor e melhorar sua relação com as operadoras.
Além disso, o Plano prevê a massificação
do uso da banda larga no Brasil. “Tudo o que foi feito até
hoje foi para serviços individualizados e, agora, nós
queremos ampliar a banda larga para integrar tudo: voz, dados, vídeo,
para ser multimídia”, explicou.
Segundo
Valente, a tendência mundial é a
convergência de serviços num futuro próximo. “E, para isso, é
preciso ter uma regulamentação bastante clara,
principalmente para o consumidor”, disse. Ele ressaltou
que as novas regras prevêem o estímulo à
competição entre as empresas, para beneficiar o
usuário.
O PGR
prevê 30 ações a curto, médio e longo
prazos para regulamentar o setor de telecomunicações,
incluindo telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por
assinatura. Entre as metas para os próximos dois anos, está
a criação de parcerias com órgãos como Procons, Ministério da Justiça e Ministério
Público para melhorar o atendimento ao consumidor.
A Anatel
também quer mudar os indicadores de análise do setor. Ao invés de critérios técnicos, serão
realizadas pesquisas para saber como os consumidores avaliam os
serviços.
Também
está prevista a elaboração do Plano Geral de
Metas de Competição, que irá estabelecer, por
exemplo, a separação funcional entre redes e serviços
para que as empresas comercializem separadamente os serviços
de conteúdo, como transmissão de dados, vídeo e
voz e transmissão de facilidades, como infra-estrutura e rede.
O objetivo é estabelecer medidas que assegurem a competição
no setor.
O Plano
de Metas prevê que possam ser oferecidos planos específicos de
banda larga, inclusive para a população de baixa renda.
Também estão previstas ações para
fomentar o desenvolvimento tecnológico e industrial nacional,
com a concessão de incentivos.
O
presidente da Anatel, Ronaldo Sadenberg, disse que o documento
reflete estudos que a Anatel realiza há anos e lembrou que o
texto será disponibilizado para consulta pública.
Também serão realizadas audiências públicas
para debater a proposta. Sardenberg disse que o Ministério
Público solicitou que a Anatel realize mais de três
audiências públicas, quantidade prevista inicialmente pela agência.
As
contribuições para o PGR deverão ser feitas
até o dia 17 de julho, por meio de um formulário
disponível no site da Anatel.
As propostas serão encaminhadas ao Ministério das
Comunicações, que, por sua vez, depois de analisá-las, as enviará à
Presidência da República para que sejam elaborados os decretos com as mudanças.
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