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18 de Junho de 2008 - 13h20 - Última modificação em 18 de Junho de 2008 - 13h20


Recesso pode atrapalhar depoimento de Roberto Teixeira e de sócios brasileiros

Priscilla Mazenotti e Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O recesso parlamentar, que começa na segunda semana de julho, pode atrapalhar a convocação dos sócios brasileiros e um novo convite para que Roberto Teixeira apresente suas explicações sobre a venda Varig e da VarigLog. O advogado esteve hoje (18) no Senado, mas o depoimento na Comissão de Infra-Estrutura foi cancelado.

"Acho que perdemos a chance de aproveitarmos a presença dele [Teixeira] aqui hoje e avançarmos com as informações que ele pudesse repassar à Comissão", reclamou o líder do PSB, Renato Casagrande (ES). "Vamos entrar na fase do Congresso de fechamento do período legislativo. Cada dia que a gente perde é um dia a menos na possibilidade de desvendarmos os processos referentes a essa operação comercial", completou.

Apesar de ser contrário ao cancelamento da oitiva, Casagrande não se opôs ao requerimento de José Agripino Maia (DEM-RN) que pedia o adiamento. "Não me opus porque era minoria", justificou. Os cinco senadores presentes na reunião de hoje de manhã aprovaram requerimento para que Roberto Teixeira seja ouvido depois dos três sócios da VarigLog, que não compareceram ao Senado.

E ainda lembrou que, a partir do segundo semestre, as atenções do Congresso estarão voltadas às eleições municipais. "Não creio que este assunto vai ter tanto desdobramento assim e não creio que esse assunto vai ser mais interessante do que as eleições municipais".

Para o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), a convocação de Roberto Teixeira tem conotação meramente política. "Não houve nenhuma ação desmedida [na venda da Varig]. Se a oposição quer fazer um tipo de embate eleitoral, tem de achar outros motivos, porque esse acabou", disse, ao alegar que a negociação foi feita de acordo com a legislação vigente.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que é fundamental ter acesso aos documentos que o empresário Marco Antônio Audi – um dos três sócios brasileiros – afirma ter para embasar as denúncias feitas contra Roberto Teixeira. Além disso, o parlamentar defende o a importância dos documentos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro sobre o mesmo assunto.



 


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