|
Brasília - A obstrução da pauta adiou hoje (18) a votação do projeto de lei complementar
que define as regras de fidelidade partidária, na Comissão
de Constituição e Justiça da Câmara dos
Deputados. O Democratas (DEM), contrário à análise do
projeto, apresentou requerimentos a fim de adiar a votação para a
próxima quarta-feira (24).
O projeto define as
regras para mudança de partido, entre elas, a de respeitar o
prazo de 30 dias antes de um ano da eleição. Outro
ponto da proposta permite a alteração no caso de
criação de novo partido pelo então filiado e
ainda quando houver modificação no estatuto do partido.
De acordo com o líder
do partido, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), a
janela que o projeto abre para a mudança de partido poderá
acabar com o instituto da fidelidade partidária.
"O que nós
queremos é melhorar o sistema político brasileiro e
acabar com a imoralidade com o troca, troca de partidos. E entendemos
que isso só será feito preservando e garantindo o
instituto da fidelidade partidária," disse.
O autor do projeto,
deputado Flávio Dino (PCdoB – PE), afirmou que não
existe nenhum instituto jurídico sem exceção.
"Todos recebem na
lei tratamento excepcional quando é necessário. A
janela, que eles chamam de traição indevidamente,
decocorrem de mudanças políticas.
Ele disse ainda que é
preciso compreender as mudanças políticas e o caráter
dinâmico do processo político e da sociedade, por isso
há exceções ao princípio da fidelidade
partidária.
O relator do projeto,
deputado Leonarado Picciani (PMDB-RJ) argumenta que a mudança
de partido só poderá ser feita nas eleições
para o mesmo cargo ao que o parlamentar já ocupa. "Se ele
é deputado federal, ele só pode mudar sua filiação
da eleição federal, ele não pode mudar sua
filiação na eleição municipal",
explicou.
Ele disse ainda que o
candidato não pode ficar refém de circunstâncias
internas do partido. "Todo cidadão tem o direito de mudar
sua ideologia", disse.
|