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Brasília - Os servidores do
Tesouro Nacional, que iniciaram uma paralisação de 72
horas desde ontem (17), decidiram hoje (18) entrar em greve por
tempo indeterminado na sexta-feira (20). Segundo a União
Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e
Controle (Unacon), que organiza a mobilização, as
negociações com o governo não avançaram.
Para pressionar o
governo, 100 funcionários que ocupam cargos comissionados e
exercem função de gerência de Coordenação
do Tesouro comprometeram-se a abrir mão do cargo. Eles
assinaram uma carta para ser entregue ao secretário do Tesouro
Nacional, Arno Augustin, com pedido de exoneração.
De acordo com a Unacon,
a reunião realizada ontem (17) com o Ministério do
Planejamento não teve resultados. Para a entidade, o governo
criou um impasse ao não atender às reivindicações
da categoria.
A categoria quer a
igualdade de salários com os funcionários da Receita
Federal, que ganham 15% a mais do que os servidores do Tesouro.
Atualmente, um técnico (cargo de nível médio) do
Tesouro ganha, em média, R$ 4,5 mil, contra R$ 6 mil de quem
exerce a mesma função na Receita. Um auditor (cargo de
nível superior) recebe R$ 8 mil no Tesouro e R$ 10,5 mil na
Receita.
Mesmo com a proposta do
governo em aumentar os salários da categoria em cerca de 35%,
as diferenças salariais permaneceriam. Isso porque os
auditores da Receita, que fizeram greve de março a maio,
receberão reajuste em torno de 40%.
O Tesouro tem 950
servidores. A greve poderá afetar o repasse de verbas do
governo federal para estados e municípios, além dos
leilões de títulos do governo.
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