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Rio de Janeiro - O encarregado do Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado no Comando Militar do Leste (CML) para apurar
as circunstâncias que resultaram na morte de três jovens do Morro da
Providência protocolou um documento
junto ao Ministério Público Militar, em Brasília, pedindo a prisão
preventiva de quatro dos 11 militares do Exército que participaram da
prisão dos rapazes.
O presidente do IPM, capitão Peçanha, pede a prisão preventiva do 2º
tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, do 3º sargento
Leandro Maia Bueno e dos soldados José Ricardo Rodrigues de
Araújo e Fabiano Elói dos Santos. A promotora da Justiça Militar
Evelize Covas Vale analisou o documento e opinou favoravelmente pela
prisão preventiva dos quatro militares.
O caso agora foi encaminhado ao juiz auditor da
Justiça Militar, Eduardo Franca, que deverá se pronunciar sobre o
pedido de prisão preventiva nas próximas horas.
Os 11 militares já estão com a prisão temporária
decretada por dez dias pela Justiça Estadual do Rio. O pedido foi feito
pelo delegado Ricardo Dominguez, encarregado do inquérito na área
policial.
Os três jovens entregues pelos militares aos
traficantes de uma facção criminosa
rival do Morro da Mineira são: David Wilson Florêncio, Wellington Gonzaga da Costa e
Marcos Paulo da Silva. Os rapazes foram encontrados mortos no domingo
(15) no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada
Fluminense.
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