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18 de Junho de 2008 - 12h47 -
Última modificação
em 18 de Junho de 2008 - 15h17
Roberto Teixeira defende Dilma e diz que "vai pensar" se volta para depor no Senado
Priscilla Mazenotti e Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - O advogado Roberto Teixeira, durante entrevista após deixar a secretaria da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, onde prestaria depoimento sobre o processo de venda da Varig
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Brasília - O advogado Roberto
Teixeira negou hoje (18) qualquer interferência da
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no processo de venda da
Varig para a VarigLog, que pertencia ao fundo de investimento
norte-americano Matlin Patterson e a mais três sócios
brasileiros.
Teixeira disse ainda que talvez não volte para o
depoimento definitivo na Comissão de Infra-Estrutura do
Senado.
"A ministra Dilma
jamais, comigo ou por influência minha, teve qualquer contato [com a negociação]. Eu até tenho um
distanciamento normal em relação a ela. Temos uma
relação formal", disse.
O depoimento de Roberto
Teixeira, marcado para a manhã de hoje, foi cancelado. Os
senadores pretendem chamar novamente Roberto Teixeira para depor, depois de ouvir os três sócios brasileiros da empresa. A
idéia, segundo o líder do Democratas, José
Agripino Maia (RN), é confrontar as versões.
O advogado se recusou a
responder a algumas perguntas dos jornalistas, fazendo apenas um
pronunciamento à imprensa. Ao sair do Senado, Teixeira
sinalizou que não deve mais voltar para novo depoimento. "Vou
pensar", disse. "Entendo que já estou prestando
todas as informações necessárias. Entendo que já
cumpri com a obrigação de explicitar os fatos",
completou.
Teixeira defendeu
também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O
presidente tem mais é que cuidar do Brasil e não vai
interferir em relações comerciais. É no âmbito
do Poder Judiciário que se resolvem essas questões".
A ex-diretora da
Agência Nacional de Aviação Civil Denise Abreu
acusou a ministra Dilma de ter pressionado os diretores do órgão
para aprovar a venda da Varig, que na época passava por
dificuldades financeiras.
Denise também acusou Roberto
Teixeira de ter feito tráfico de influência, se valendo
de sua relação com o presidente Lula de quem é
compadre, para facilitar a venda. Teixeira foi o advogado da VarigLog
na negociação. A unidade produtiva da Varig foi
comprada por US$ 24 milhões em leilão e depois
revendida à Gol por US$ 320 milhões.
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