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18 de Junho de 2008 - 19h18 - Última modificação em 18 de Junho de 2008 - 19h19


Interlocutor do Planalto afirma que Roberto Teixeira disse a Lula estar disposto a falar da Varig no Senado

Carol Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou hoje (18) que o advogado Roberto Teixeira está disposto a falar sobre a venda da Varig para a VarigLog, pertencente ao fundo de investimento norte-americano Matlin Patterson e mais três sócios brasileiros, conforme interlocutor do Palácio do Planalto.

O depoimento de Teixeira, previsto para hoje na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, foi cancelado, a pedido do líder do Democratas (DEM), senador Agripino Maia (RN). Os senadores pretendem ouvir antes os três sócios brasileiros - Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel – e somente depois o advogado. Com isso, a oposição quer confrontar as versões.

A avaliação no Planalto é de que declarações de Teixeira irão rebater a suspeita de que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, teria interferido na venda da Varig para a Variglog, do fundo norte-americano, levantada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu. Para o Planalto, a acusação feita por Abreu é artificial.

Denise Abreu acusou a ministra Dilma de ter pressionado os diretores do órgão para aprovar a venda da Varig, que passava por dificuldades financeiras. A ex-diretora também acusou Roberto Teixeira de ter feito tráfico de influência, valendo-se de sua relação com o presidente Lula, de quem é compadre, para facilitar a venda. A Varig foi comprada por US$ 24 milhões em leilão e depois revendida à Gol por US$ 320 milhões.

Mesmo sem depor, Roberto Teixeira saiu em defesa da ministra. "A ministra Dilma jamais, comigo ou por influência minha, teve qualquer contato [com a negociação]. Eu até tenho um distanciamento normal em relação a ela. Temos uma relação formal", disse aos jornalistas, no Senado.


 


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