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Brasília - O
presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos
Deputados, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), decidiu apresentar um
projeto de lei para reduzir a pena máxima em caso de aborto de
três para dois anos de detenção.
A mudança
permitirá, de acordo com o deputado, que o crime seja
considerado de menor potencial ofensivo, o que reduzirá
procedimentos do inquérito. "Com a redução
de penas, o aborto será visto por outra ótica penal,
que preserva a privacidade da mulher durante o processo de
investigação", observou Mattos.
A redução
da pena foi defendida hoje (18) pelo juiz da 2ª vara do Tribunal
do Júri do Mato Grosso do Sul, Aloízio Pereira dos
Santos, responsável por processo contra clínica de
aborto, em Campo Grande, que chegou a indiciar quase 10 mil mulheres
pela prática. Dessas, mil mulheres podem ser
condenadas.
Embora ainda não tenha sido redigida, a
proposta já enfrenta rejeição dos grupos
contrários e a favor da punição do aborto no
Brasil.
O
deputado Luiz Carlos Bassuma (PT-BA) disse que a Frente Parlamentar
pela Vida, da qual é coordenador, se posicionará pela
rejeição à proposta. “Somos a favor do aumento
da pena para cinco anos de prisão. Essa proposta representa a
banalização do crime de aborto”, disse.
A
deputada Iriny Lopes (PT-ES), integrante da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e defensora da
descriminalização do aborto, acha que a proposta pode
ajudar a poupar as mulheres de uma investigação sob
aspectos de sua vida privada, mas ressaltou que há a
necessidade de se avançar mais. “É necessário
se discutir mais, avançar na discussão, pois com essa
proposta o aborto continua criminalizado”, destacou.
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