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Brasília - A inédita
presença do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em uma reunião da Comissão Nacional de
Política Indigenista (CNPI) – hoje, a partir das 16h30, no
Ministério da Justiça - servirá para que ele
tome ciência das principais demandas das comunidades e dê
encaminhamento necessário junto a ministros competentes para
oferecer soluções. Foi o que informou à Agência
Brasil o presidente da Fundação Nacional do Índio,
Márcio Meira, que também comanda os trabalhos da CNPI. Ele acredita que o encontro terá caráter
histórico.
“Ele [ Lula]
solicitou que a CNPI fosse a instância de se elencar os
principais problemas para corrigir o que for necessário. Ele
próprio, a partir do que vai ouvir, deve colocar sua
deliberação e, junto com os ministros, dar
encaminhamento”, afirmou Meira. “O governo tem uma política
de diálogo e respeito para com a comunidade indígena e
a própria presença do presidente já tem um
significado histórico de mudança na qualidade da
relação do Estado brasileiro com as políticas
indígenas”, acrescentou.
O presidente da Funai
listou as cinco principais reivindicações das
comunidades. São elas a autonomia para os Distritos
Sanitários Especiais Indígenas; o trabalho
compartilhado entre União, estados e municípios na
oferta de educação; a conclusão dos processos de
demarcação de terras ainda pendentes; o fortalecimento
dos órgãos que prestam assistência aos indígenas e garantias de que as grandes obras de infra-estrutura
em curso, próximo às terras demarcadas, resultem em
benefícios concretos aos índios e não em
devastação.
A CNPI foi criada em
22 de março de 2006, por meio de decreto presidencial, e
instalada efetivamente a partir de abril de 2007. Além de
concentrar a discussão de temas da agenda social dos povos
indígenas, a instância já aprovou e encaminhou
ao Poder Legislativo o anteprojeto de lei que cria o Conselho
Nacional de Política Indigenista, órgão que
deverá suceder a comissão.
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