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19 de Junho de 2008 - 05h50 - Última modificação em 19 de Junho de 2008 - 05h51


Lula vai ouvir apelos de índios e encaminhar a ministros, afirma Funai

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A inédita presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) – hoje, a partir das 16h30, no Ministério da Justiça - servirá para que ele tome ciência das principais demandas das comunidades e dê encaminhamento necessário junto a ministros competentes para oferecer soluções. Foi o que informou à Agência Brasil o presidente da Fundação Nacional do Índio, Márcio Meira, que também comanda os trabalhos da CNPI. Ele acredita  que o encontro terá caráter histórico.

“Ele [ Lula] solicitou que a CNPI fosse a instância de se elencar os principais problemas para corrigir o que for necessário. Ele próprio, a partir do que vai ouvir, deve colocar sua deliberação e, junto com os ministros, dar encaminhamento”, afirmou Meira. “O governo tem uma política de diálogo e respeito para com a comunidade indígena e a própria presença do presidente já tem um significado histórico de mudança na qualidade da relação do Estado brasileiro com as políticas indígenas”, acrescentou.

O presidente da Funai listou as cinco principais reivindicações das comunidades. São elas a autonomia para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas; o trabalho compartilhado entre União, estados e municípios na oferta de educação; a conclusão dos processos de demarcação de terras ainda pendentes; o fortalecimento dos órgãos que prestam assistência aos indígenas e garantias de que as grandes obras de infra-estrutura em curso, próximo às terras demarcadas, resultem em benefícios concretos aos índios e não em devastação.

A CNPI foi criada em 22 de março de 2006, por meio de decreto presidencial, e instalada efetivamente a partir de abril de 2007. Além de concentrar a discussão de temas da agenda social dos povos indígenas, a instância já aprovou e encaminhou ao Poder Legislativo o anteprojeto de lei que cria o Conselho Nacional de Política Indigenista, órgão que deverá suceder a comissão.



 


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