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19 de Junho de 2008 - 16h00 - Última modificação em 19 de Junho de 2008 - 16h00


Secretário aponta importância da agricultura familiar na produção de alimentos

Lúcia Norcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curitiba - O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches, ressaltou  hoje(19), em Curitiba, a importância da agricultura familiar na manutenção da segurança alimentar num momento em que o país precisa produzir mais alimentos para baixar os indicadores de inflação.

“Os relatórios do Banco Mundial são muito claros. Um país que tem o perfil da agricultura voltado para a produção de alimentos está sofrendo menos o impacto da crise da oferta”, disse o secretário referindo-se ao Brasil. Segundo ele, enquanto nos últimos dois anos  a inflação de alimentos no mundo está em torno de  85%, aqui permanece em 23%. 

“Dos 4,8 milhões de estabelecimentos familiares ocupados com a agricultura,  4,1 milhões  são  de  agricultores familiares. A situação poderia ser muito pior se não tivéssemos esse universo forte ofertando a cenoura, a beterraba, o leite, o feijão. O perfil é de pequena e média propriedade”, afirmou. 

Sanches lembrou que 70% do feijão, 40% da soja, 95% das hortaliças e um grande percentual de vários outros alimentos consumidos pela população brasileira são provenientes da agricultura familiar.

O secretário representa o ministro Guilherme Cassel,  no 2.º Congresso da União Nacional de Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes). No evento, Sanches disse que a valorização deste novo cooperativismo, esquecido pelo tradicional nas últimas cinco décadas, ocupa lugar de destaque nas políticas públicas do atual governo.

“O Pronaf [Programa Nacional da Agricultura Familiar] é reflexo  disso,  saindo  de um orçamento ofertado ao sistema financeiro de R$ 2,2 bilhões para R$ 12 bilhões nesta safra, além de novos modelos de assistência técnica, seguros de preços, de risco climático, rearticulações das Emater [empresas de extensão rural]", observou. Segundo ele, os recursos destinados aos seguros de preços e climático chegam a R$ 300 milhões por ano.

No congresso, que termina amanhã (20), as cooperativas discutem parcerias e estratégias a serem aplicadas nos próximos três anos, que beneficiariam 320 mil agricultores familiares paranaenses.

 





 


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