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19 de Junho de 2008 - 14h57 - Última modificação em 19 de Junho de 2008 - 14h57


Manifestação contra alta dos juros reúne em Brasília cerca de 1.500 pessoas

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Manifestação promovida por diversos movimentos sociais contra a alta dos juros mobilizou cerca de 1.500 pessoas em frente ao Banco Central, entre as 10h e o meio-dia de hoje (19). O número foi menor do que o previsto pelo presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, que esperava de 3 mil a 5 mil pessoas.

A CUT e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) trouxeram gente de 15 estados, segundo informou Antonio Carlos Spis, da central de trabalhadores. Entretanto, a maior parte dos protestos por “menos juros e mais desenvolvimento”, como dizia a faixa da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), partiu de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), vindos de cidades-satélites de Brasília.

A manifestação foi pacífica, embora alguns estudantes tenham sujado a calçada e vidros do prédio com tinta verde e amarela, mas dispersaram-se rapidamente com a chegada de policiais que reforçaram a segurança habitual do Banco Central. Enquanto isso gritavam palavras de ordem como: “Abaixem os juros”, “Estudante quer estudar, mas Meirelles não quer deixar”, “Não queremos juros; queremos educação” e “Fora, Meirelles”.

Outras manifestações foram realizadas em frente às regionais do Banco Central nos estados, informou o presidente da CUT. Todas com o objetivo de protestar contra o aumento da taxa básica de juros (Selic). “Não podemos concordar que o único remédio para conter a inflação seja o aumento dos juros, porque isso cria menos desenvolvimento, menos crescimento econômico e menos consumo por parte da população”, disse Artur Henrique Santos, que não apresentou alternativas.

Ele criticou o empresariado, que majora preços, mesmo sem ter tido aumento de custos, apenas com base na expectativa de aumento da inflação futura. “O governo precisa atuar nesse sentido”, afirmou Santos, porque “já estão vendendo a plantação [de produtos agrícolas] de quatro a cinco anos no mercado futuro. É essa especulação que traz o aumento da inflação”.



 


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