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Rio de Janeiro - As obras do projeto
Cimento Social no Morro da Providência, centro do Rio de
Janeiro, continuam normalmente na manhã de hoje (19). Os
funcionários cumprem o acordo firmado com o comandante da 9ª
Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, general Mauro
César Cid, responsável pela ocupação
militar, de finalizar as obras de recuperação dos telhados e fachadas ainda nesta quinta-feira.
Na noite de ontem (18)
a Justiça do Rio determinou a saída das tropas da
Providência, atendendo a um pedido da Defensoria Pública
do Rio de Janeiro. Mas, o Exército no Rio de
Janeiro informou que, até agora, não foi notificado oficialmente da
decisão. De acordo com a presidente da Associação
dos Moradores do Morro da Providência, Vera Melo, a comunidade
vai esperar, até o fim do dia, uma posição do
Exército quanto à desocupação para então
decidir se suspende ou não as obras como uma forma de
pressionar a saída dos militares do local.
A conclusão do
inquérito que apura a morte dos três jovens no último
fim de semana, entregues por militares a traficantes de um morro
rival, ainda não está concluído. De acordo com o
delegado responsável pelo caso, Ricardo Diminguez, ainda falta
uma prova técnica, que ele preferiu não especificar.
O delegado já
ouviu os 11 militares envolvidos e mais uma testemunha. Todos
confirmam a versão de que o tenente Vinícius Ghidetti
queria aplicar um corretivo nos três moradores que teriam
desacatado a guarnição chefiada por ele.
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