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19 de Junho de 2008 - 19h10 -
Última modificação
em 19 de Junho de 2008 - 19h10
Aumento do superávit primário não sacrificará investimentos públicos, garante Mantega
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - Ministro da Fazenda, Guido Mantega, concede entrevista coletiva para falar sobre os resultados da reunião que teve com o presidente Lula e a equipe econômica hoje de manhã (19)
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Brasília - Os cortes no orçamento que serão feitos para cobrir o aumento no superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida) de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) não vão afetar os investimentos do governo, afirmou hoje (19) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse ainda que os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuarão a receber recursos.
O ministro comentou a reunião de hoje (19) entre a equipe econômica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e economistas de fora do governo. Segundo Mantega, os participantes concluíram que não há a necessidade de reajustar novamente o superávit primário porque o esforço fiscal é “relevante”.
“Se for levado em consideração o PIB antigo [a metodologia antiga de cálculo do PIB], o superávit atual de 4,3% equivale a uma economia de 4,9%. O governo está tomando medidas de austeridade, mas dificilmente dará para ir além disso”, explicou.
No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alterou a fórmula de cálculo do PIB, que é a soma da riqueza produzida no país. Por causa da mudança, a meta de superávit primário passou de 4,25% para 3,8% do PIB. No final de maio, o governo decidiu elevar o esforço fiscal em 0,5 ponto percentual para conter a inflação e formar o Fundo Soberano do Brasil, que servirá como uma poupança para ser usada em momentos de crise.
De acordo com o ministro, a elevação do superávit primário tem como objetivo reduzir o consumo do governo, mas sem comprometer os investimentos. “Vamos cortar gastos sem sacrificar programas prioritários que mantêm a capacidade de crescimento futuro”, ressaltou.
O ministro lembrou que os resultados do PIB do primeiro trimestre deste ano, divulgados na última semana pelo IBGE, mostraram que a taxa de investimentos nos últimos 12 meses é de 15%. “Os números mostram que a inflação está sendo combatida pelo aumento da produção”, disse. Ele acrescentou que a política industrial, lançada em maio, pretende aumentar esse percentual.
Segundo Mantega, na reunião com a equipe econômica, o presidente Lula manifestou preocupação com a influência da especulação sobre os preços internacionais dos alimentos e do petróleo. “O presidente levantou a necessidade de que possamos interferir no mercado futuro, mas essa não seria um ato apenas do Brasil e sim uma ação em escala internacional”, explicou.
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