Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - Os governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, e de Rondônia, Ivo Cassol, chegam para audiência pública sobre desmatamento na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados
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Brasília - O
deputado Sarney Filho (PV-MA), defendeu hoje (18) uma “moratória do desmatamento” na Amazônia até que o zoneamento ecológico-econômico (ZEE) da região seja concluído. O zoneamento define a destinação de áreas para preservação, produção agrícola, ocupação por rebanhos, entre outras.
Atualmente,
apenas os estados do Acre e Rondônia concluíram o
mapeamento. A expectativa do governo, de acordo com anúncios
recentes do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é que o
ZEE de toda a região amazônica esteja pronto até
o fim de 2009.
Sarney
Filho era o único representante da Frente Parlamentar
Ambientalista na audiência que recebeu os governadores de Mato
Grosso, Blairo Maggi e de Rondônia, Ivo Cassol, para debater os
altos índices de desmatamento dos dois estados.
Representantes da bancada ruralista garantiram o quórum da
audiência.
Contrário
à proposta de desmatamento zero, Maggi defendeu a articulação
entre pecuária e agricultura, para que os produtores possam
alternar as duas atividades e expandir os níveis de produção.
O governador disse que está finalizando a proposta e deve
apresentá-la durante o Fórum de Governadores da
Amazônia Legal, que Mato Grosso vai sediar em agosto.
Durante a
audiência, Cassol propôs a criação de um
tributo nos moldes da Contribuição Social para a Saúde
(CSS) em tramitação no Congresso: a Contribuição
Social Sustentável. O governador defendeu a taxação
“em 0,01% ou 0,02%” sobre as movimentações
financeiras para financiar ações de preservação
da Amazônia.
Os
governadores afirmaram ainda, que “não são vilões
do desmatamento da Amazônia” e contestaram os índices
de desmatamento calculados pelo Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe), que apontam Mato Grosso e Rondônia como
alguns dos campeões de devastação da floresta.
Ao deixar
a audiência, Sarney Filho disse que não se convenceu com
os dados apresentados pelos governadores sobre possíveis
divergências com os índices do Inpe. “Prefiro
acreditar nos dados oficiais”, apontou.