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Brasília - O Plenário do
Congresso Nacional aprovou hoje (19) a abertura de crédito
suplementar em favor do Ministério do Planejamento, de R$ 7,56
bilhões, para o reajuste dos salários de 800 mil
servidores públicos federais.
Ao abrir a sessão,
o painel eletrônico marcava a presença 52 parlamentares,
entre deputados e senadores. Mas no momento da votação,
feita de forma simbólica, não se contavam 20
parlamentares presentes no plenário.
A proposta foi enviada
ao Congresso Nacional pelo Executivo no dia 20 de maio, diante de
ameaças de parlamentares da oposição de não
aprovarem suplementações por meio de medida provisória,
após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que
considerou inconstitucional a abertura de créditos por meio de
medida provisória.
“Esse é um
acordo que já estava costurado desde o ano passado. Os
servidores precisam de aumento também”, justificou a líder
do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).
O senador Álvaro
Dias (PSDB-PR) ressalvou que não votou contra a proposta
porque os tucanos eram contrários ao aumento por meio de
medida provisória, mas que aprovam a forma legal agora adotada
pelo governo.
Os recursos servirão
para o aumento de salários de servidores civis e militares. Do
total de créditos, R$ 4,2 bilhões serão
destinados ao aumento dos soldos dos militares das Forças
Armadas, ativos, da reserva, além dos pensionistas.
Outros R$ 3,360 bilhões
serão destinados à reestruturação das
tabelas salariais do pessoal civil do Executivo, das carreiras de
auditoria, da área jurídica, do Banco Central, da
Previdência Social, da perícia médica e da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de
servidores do Ministério da Ciência e Tecnologia, entre
outros.
O governo justificou a
suplementação pela necessidade de dar continuidade à
política de melhoria salarial e atrair profissionais de alto
nível de qualificação nos cargos oferecidos pelo
governo.
Os recursos, de acordo
com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, são oriundos
de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial
do exercício de 2007.
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