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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva determinou a elaboração de
um projeto de lei para indenizar as famílias dos jovens do
Morro da Providência assassinados no último final de
semana, no Rio de Janeiro, após terem sido entregues por
militares do Exército a traficantes do Morro da Mineira.
O modelo seria o que
foi feito para a família dos mortos na explosão de um
foguete na Base de Alcântara, no Maranhão, e dos três
fiscais do Ministério do Trabalho e do motorista assassinados
em Unaí (MG), quando investigavam denúncias de trabalho
escravo.
No caso dos auditores
fiscais do trabalho, a lei determinou uma indenização
de R$ 200 mil e o oferecimento de bolsa de estudo no valor de R$ 400
para cada filho menor de 18 anos de idade, ou no caso de estudante
universitário, até 24 anos.
A decisão de
indenizar os familiares dos jovens assassinados foi tomada ontem (18)
em reunião do presidente com o ministro da Defesa, Nelson
Jobim.
Pouco antes da reunião,
o presidente Lula participou de uma cerimônia no Palácio
do Planalto e disse aos jornalistas que o Estado precisava fazer uma
reparação às famílias.
A ação
dos militares do Exército com o conseqüente assassinato
dos três jovens foram considerados “abominável”
pelo presidente.
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