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Brasília - A oportunidade de levar
suas reivindicações ao presidente Lula e a 14 ministros
na reunião da Comissão Nacional de Política
Indigenista (CNPI) deixou lideranças indígenas esperançosas
em relação à melhoria dos programas de amparo às
comunidades.
“Foi a primeira vez
que a gente sentou com o presidente e vários ministros ao
mesmo tempo e isso dá uma possibilidade de mudar os projetos
que vem ocorrendo. Quando você não conhece um povo ou
uma cultura, tem dificuldade de entender o que acontece. Alguns
ministros vão se sensibilizar”, afirmou o guarani Anastácio
Peralta, representante de comunidades do Mato Grosso do Sul.
Segundo Anastácio,
a maior demanda de seu “povo” é uma solução
para escassez de terra: “Hoje estou numa área em Dourados
de 3.500 hectares onde vivem 12 mil pessoas. Nem boi sobrevive
assim.”
O kaiagang Ivan Bribis,
paranaense, definiu a conversa com o presidente Lula como momento
histórico e também espera boas notícias nos
próximos meses: “Pudemos apresentar as reivindicações
de nossas bases e ele [Lula] firmou o compromisso de que no próximo
evento da CNPI, daqui há dois meses, já tenha alguma
coisa encaminhada”. Além da autonomia administrativa e financeira para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, já autorizada pelo presidente Lula, os índios reivindicam um trabalho
compartilhado entre União, estados e municípios na
oferta de educação; a conclusão dos processos de
demarcação de terras ainda pendentes; o fortalecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai) ; e garantias de que obras de infra-estrutura
em andamento próximo às terras demarcadas resultem em
benefícios concretos aos índios e não em
devastação.
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