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Brasília - A Operação João de Barro da Polícia
Federal (PF) cumpriu 26 mandados de prisão até às 13h de hoje (20). A informação é do superintendente da PF em Minas Gerais, David Salem. Ao todo,
os agentes trabalham no cumprimento de 38 mandados de prisão e
231 de busca e apreensão, em pelo menos sete estados.
A lista
de pessoas que tiveram a prisão preventiva autorizada pela
Justiça é composta, em sua maioria, por empresários
e funcionários públicos de Minas Gerais. Há
ainda pedidos de prisão contra prefeitos de diversos
municípios do estado mas, segundo a PF, o Tribunal Regional
Federal ainda se manifestará a respeito.
“Pode haver algum
desmembramento, mas isto não quer dizer que amanhã
todos os prefeitos dos municípios que têm projetos
investigados serão presos”, afirmou Salem.
O superintendente
também disse que a operação foi deflagrada antes
da autorização para a prisão de prefeitos porque
era necessário “estancar o esquema de desvio de recursos
públicos”. A PF estima ter impedido que pelo menos outros R$ 2
bilhões fossem destinados a obras de interesse do grupo
investigado.
Iniciada em 2006, a
investigação apurou que cerca de R$ 700 milhões
foram liberados para obras com suspeita de superfaturamento.
Até o fim do dia hoje (20), a PF deve divulgar um
balanço completo da operação.
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