Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
21 de Junho de 2008 - 10h12 - Última modificação em 21 de Junho de 2008 - 18h21


Artesãos aproveitam São João de Campina Grande para reforçar orçamento

Morillo Carvalho
Enviado especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Roosewelt Pinheiro/ABr
Campina Grande (PB) - Criadora de bonecas e de outros brinquedos, Dalva Batista aproveita a época de festas juninas para reforçar o orçamento familiar. No Salão de Artesanato, ela chega a ganhar R$ 2,5 mil Campina Grande (PB) - Criadora de bonecas e de outros brinquedos, Dalva Batista aproveita a época de festas juninas para reforçar o orçamento familiar. No Salão de Artesanato, ela chega a ganhar R$ 2,5 mil
Campina Grande (PB) - Com juta, barro, madeira e galhos, eles fazem arte. E agradam a quem visita Campina Grande (PB), neste mês em que a cidade preenche todos os dias com atrações juninas para fazer jus ao título de maior São João do mundo.

De todo o estado, 4,3 mil artistas lotam os 3,2 mil metros quadrados de um pavilhão e aproveitam o período para lucrar.

Criadora de bonecas e de outros brinquedos, Dalva Batista, 51 anos, fez faculdade de pedagogia e poderia ter seguido carreira.

Mas o amor ao artesanato a fez seguir o ofício que aprendeu aos 10 anos de idade – até menos, pois nem ela se lembra direito.

É no ateliê da casa dela, em João Pessoa, onde a artesã confecciona e vende seus brinquedos. Mas, lá, ela não ganha mais do que R$ 450. Em Campina Grande é diferente.

“O São João representa bons negócios. É nesse período que nós vendemos mais, recebemos mais encomendas, porque é um período que vem muito turista para Campina Grande. Então reforçamos mais o orçamento da nossa casa com as vendas”, conta. Dalva chega a ganhar R$ 2,5 mil no salão de artesanato – é a quarta vez que ela participa.

Já Levi Santana, 31 anos, desenvolve uma arte pouco conhecida: a tanoaria. Ele aprendeu com o pai, antes dos 10 anos, a fazer barris de madeira, para armazenar cachaça. Agora, os barris ganham outra utilidade: viram bancos, pufes e até mesmo um bar completo.

Fora do período junino, ele participa de uma cooperativa de artesãos da cidade e não ganha mais do que quatro salários mínimos. Neste mês, normalmente, os rendimentos chegam a R$ 3 mil.

“O período é muito bom, principalmente pela divulgação. Vai peça minha para todo o Brasil, até para o exterior. Vem gente de todo canto conhecer o maior São João do mundo. Dá um reforço na divulgação”, destaca Santana.

Outro artesão que espera se dar bem neste São João é José Moraes Santos. Aos 43 anos, “de tanto vender fiado” em seu mercadinho, teve que fechar as portas. Mas o talento para o comércio só aguardava uma mudança de ramo nos negócios. Há cinco anos, ele descobriu o dom de transformar madeira em peças decorativas que, aliado à experiência com o comércio, fez  com que os negócios prosperassem.

“Graças a Deus, hoje eu superei aquela má fase, venci e até comprei meu carro, que nunca consegui no comércio. Eu sou um bebê no artesanato, mas é um bom negócio para mim. Estive recentemente em uma exposição em João Pessoa e, em 11 dias, vendi R$ 4 mil”, relata. Normalmente, ele ganha R$ 800 com as peças.

O governo da Paraíba, que organiza o salão onde os artesãos expõem seus trabalhos, estima que 4 mil pessoas passem pelo espaço diariamente e que o volume de negócios gerados ali chegue a R$ 1 milhão até o último dia do evento, 29 de junho.






 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina