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22 de Junho de 2008 - 16h09 - Última modificação em 22 de Junho de 2008 - 16h09


Economista vê em crise de alimentos chance de o país se recolocar no mercado externo

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Enquanto o aumento na produção agrícola pode ter um efeito reduzido no controle da inflação pode, em contrapartida, ser uma boa opção para o reposicionamento do Brasil no mercado internacional. A opinião é do economista Salomão Quadros, professor da Fundação Getulio Vargas e responsável técnico pelos índices econômicos medidos pela instituição.

Para ele, o Brasil tem, no contexto atual da crise mundial de alimentos, uma rara oportunidade de avançar no cenário externo. “O Brasil está prestes a suplantar os Estados Unidos como maior exportador de soja. Os Estados Unidos ainda são o maior produtor de soja, mas o cultivo da soja está crescendo mais rápido no Brasil que nos Estados Unidos, onde a soja está brigando um pouco com o milho, por causa do etanol. No Brasil, não há essa briga. Há espaço para crescer, há espaço para os dois crescerem. Isso dá ao Brasil uma importância cada vez maior”, destacou.

Quadros citou, ainda, a importância do Brasil como atual exportador, quando há 10 anos, importava a commodity. Para o economista, o Brasil pode voltar a exportar arroz, por exemplo, com preços suficientemente competitivos. “Tem demanda. O mundo inteiro está precisando de alimento e precisando de alimento produzido com condições de eficiência. O Brasil reúne essas condições”, considerou.




 


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