Com apenas três dos 81 senadores em plenário, a sessão do Senado de hoje durou quase sete horas. Foi uma sessão diferente, uma "vigília", comandada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), que aguardava a chegada de mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa autorizando o governo do Rio Grande do Sul a contratar empréstimo de US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial.

Iniciada por volta das 9h20, a sessão só foi encerrada às 16 horas, depois que chegou e foi lida a mensagem presidencial.  Segundo Simon, com o empréstimo, o governo gaúcho poderá recompor a dívida do estado. Na vigília, Simon contou com a ajuda dos senadores Gim Argello (PTB-DF), que presidiu a sessão, e Heráclito Fortes (DEM-PI), que se revezou com ele nos discursos. O senador Adelmir Santana (DEM-DF) também participou do início da sessão.

Pedro Simon explicou que, se a mensagem não fosse lida hoje, o empréstimo seria inviabilizado, não haveria mais tempo para que fosse feito. "Esse foi um momento muito importante para todos nós. Se a mensagem não chegasse hoje para ser lida, o empréstimo morreria, porque não teríamos condições de aprová-lo a tempo de o Banco Mundial aceitá-lo."

Para ele, hoje a burocracia hoje foi vencida. "Foi um trabalho espetacular de todos e do presidente Lula, que saiu do almoço e foi ao Palácio do Planalto assinar a mensagem." A mensagem teria que ser lida hoje para entrar na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos na próxima semana e ser votada pela comissão e pelo Senado antes do recesso parlamentar de julho. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) deverá ser a relatora da matéria.

Simon afirmou que o financiamento tornará possível a recomposição da dívida do estado com a troca de um passivo devido ao governo federal por outro com o Banco Mundial, que terá taxas de juros mais baixas. Ele disse que atualmente o estado paga ao governo federal taxa anual de 18 %. No Banco Mundial, a taxa vai para 10% ou 12 % ao ano. Só de juros o Rio Grande do Sul vem pagando cerca de R$ 1 bilhão por ano, disse o senador.