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Brasília - Uma parceria entre os Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego visa a reintegrar jovens presidiários ao mercado de
trabalho, por meio de projetos de economia solidária. O programa prevê também o apoio a grupos de jovens em comunidades
violentas e a implantação de bancos comunitários
que não visam o lucro.
De acordo com o diretor de Fomento da Secretaria Nacional de Economia
Solidária do Ministério do Trabalho, Dione Manetti,
o programa terá quatro linhas de ação: designar agentes para desenvolvimento local em comunidades com alto índice
de violência, apoiar a organização
de bancos comunitários, apoiar novos empreendimentos com jovens em regime semi-aberto e
condicional, e criar incubadoras de
economia solidária dentro dos presídios.
“A nossa
percepção é que, muitas vezes, esses jovens são
levados ao crime por conta da ausência de um trabalho que possa permitir melhores condições de vida ou mesmo porque
ele não tem nenhuma atividade para realizar
A nossa idéia é trabalhar com a prevenção e, ao mesmo tempo, com jovens que são
apenados dentro dos presídios, para que eles possam sair com
condições necessárias para realizar uma
atividade que lhe dê condições para
sobreviver”, afirmou Manetti.
Segundo ele, o programa também
vai atender jovens em regime semi-aberto, aberto e condicional. Os cursos de capacitação vão depender da área
onde os jovens viviam antes da prisão.
“ Em alguns lugares será a construção de
cooperativas para prestação de serviço, em
outros cooperativas para produção de alimentos, de
confecção", exemplificou.
Manetti disse que os bancos comunitários serão instituições que fornecerão crédito para que as pessoas possam desenvolver as
suas atividades e também para consumo. “O
crédito para consumo seria fornecido em moeda social, que
permite que a economia local possa se desenvolver, e isso será
realizado a partir da experiência que a Secretaria Nacional de Economia Solidária já desenvolve no país”, disse.
A
idéia do programa surgiu em Porto Alegre, onde a economia
solidária já aponta novas perspectivas para as
presidiárias da Penitenciária Feminina Madre
Pelletier. Lá, seis mulheres trabalham na confecção de roupas e chegam a montar 800 peças
por dia.
O
projeto terá investimento de R$ 60 milhões até
2011, sendo R$ 12 milhões investidos ainda em 2008.
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