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Brasília - O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje (20) que o governo vai alterar a
Lei de Crimes Ambientais para torná-la mais eficiente e ágil. Segundo ele, mais de 95% das multas não são
pagas, atualmente, o que “desmoraliza” a política
ambiental. Dois dias atrás, o ministro afirmou que a mudança deveria ocorrer em duas semanas.
“É um decreto
que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, que será assinado
em dois meses. A norma já está com mais de 100 artigos,
vai reduzir os prazos, de três, quatro anos de duração,
para quatro meses. Para recorrer [a pessoa], terá que
pagar 70% e o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis] vai ter o poder que a
Receita [Federal] já tem de dispor e leiloar
imediatamente os bens apreendidos”, descreveu o ministro.
Ele explicou que o
“endurecimento” da lei é um complemento a várias
políticas adotadas para fortalecer o setor. “Recursos,
manejo florestal, preços mínimos, crédito para a
agricultura familiar, intensificar a produção de
alimentos. As medidas puramente repressivas são ineficazes se
não são se estabelece a legalização das
cadeias produtivas da soja, madeira e da carne”, argumentou.
Atualizada para acréscimo de informação sobre a previsão anterior do ministro.
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