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Rio de Janeiro - Os presidentes dos
Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) vão fazer uma avaliação
mais rigorosa das candidaturas de políticos que respondem
ações judiciais. A medida poderá levar à
impugnação de registros de candidatos a prefeito e
vereador com a “ficha suja”, mesmo que ainda não tenham
sido condenados em última instância.
A medida constará
da Carta do Rio de Janeiro, documento final do 41º Encontro do
Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do
Brasil, que termina hoje no Rio.
“Não é
possível deixar, por exemplo, que um candidato que tenha sido
prefeito, com vários processos por crimes contra administração
pública, fraude à licitação ou desvios de
recursos seja candidato pelo mesmo município”, disse o
presidente do colégio dos TREs, desembargador Cláudio
Santos.
Segundo ele, nesse caso
prevalece o direito da sociedade e não os direitos e garantias
individuais. “A pessoa só pode recorrer a esses direitos
quando ela não está ocupando uma função
de estado”, avaliou.
O colégio dos
TREs também decidiu que não vai divulgar a ficha
criminal dos candidatos que respondem a processos. Na avaliação
dos desembargadores, esse é um papel que cabe a instituições
privadas e da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) e a Associação dos Magistrados do Brasileiros
(AMB).
“Para nós,
além da dificuldade física de se levantar essas
informações, também se poderia jogar todos numa
vala comum, um homicida com aquele que tenha praticado um crime de
trânsito ou tenha um problema de ordem familiar criminal ou
mesmo de improbidade administrativa. A divulgação seria
uma verdadeira lista criminosa”, argumentou Cláudio Santos.
O desembargador disse,
no entanto, que a Justiça Eleitoral irá orientar os
seus juízes e integrantes dos tribunais para que facilitem o
acesso a todos os dados dos pedidos de registros, que, segundo o
desembargador são públicos e devem ser divulgados pela
mídia para que se efetive o direito à informação.
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