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Brasília - O presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, voltou a defender hoje (20)
que o Exército não pode atuar na segurança pública de maneira ostensiva.
Britto afirmou que a competência da força não
pode ser confundida com a da Polícia Civil ou Militar.
“Isso se confunde. O
Exército é importante, mas não pode fazer papel
de polícia”. Britto falou ao entrar para uma reunião
no Comando Militar do Leste, centro do Rio, junto com o ministro dos
Direitos Humanos Paulo Vannuchi. Ele foram recebidos pelo
general Jorge Armando de Almeida Ribeiro, comandante da 1ª
Região Militar.
O presidente da OAB
antecipou que finalidade do encontro é saber o andamento das
investigações da morte de três moradores da
Providência. “Vamos conversar sobre a participação
de militares em conluio com o crime organizado e sobre a entrega de
cidadãos para serem assassinados, a fim de que esses eventos
não se repitam.”
Ainda nesta amanhã
o ministro do Direitos Humanos e o presidente da OAB vão se
encontrar com o delegado Ricardo Dominguez, que conduz inquérito
civil contra os militares, na 4º delegacia. Na noite de ontem
(19), a Justiça Militar decretou a prisão de quatro
envolvidos.
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