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Brasília - O uso de força
desproporcional por parte das autoridades policiais pode ser mais
danoso para a sociedade que a própria criminalidade, na
opinião do promotor do Núcleo
de Investigação Criminal e Controle Externo da
Atividade Policial do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios (MPDFT), Celso Leardini.
“A ação da polícia
tem produzido muito mais danos que a criminalidade como um todo, pelo
menos em termo de vidas”, avaliou Leardini usando como
exemplo o estado do Rio de Janeiro.
O promotor é um dos coordenadores do simpósio Sociedade Civil e Fiscalização da Violência Policial
realizado em Brasília. O evento reuniu membros do
Ministério Público de todos os estados e encerrou hoje (20).
De
acordo com Leardini, o simpósio discutiu por três dias
formas de controlar a atividade policial de forma mais efetiva.
“É
bastante recorrente o uso da força de forma desproporcional,
causando dano à integridade física do cidadão”,
afirmou o promotor.
Leardini
explicou que o Ministério Público avalia a atuação
da polícia com base nas reclamações e denúncias
encaminhadas diretamente ao Núcleo de Controle Externo da
Atividade Policial e de três promotorias da auditoria militar.
Para
ele, a polícia "moderna e democrática" trabalha
principalmente com inteligência policial, planejamento de ações
e com equipamentos não-letais. Além disso, é preparada para respeitar todos
os direitos fundamentais do cidadão.
Após
a conclusão dos trabalhos do simpósio será
elaborado um documento para ser encaminhado aos órgãos ligados à segurança pública em todo o país.
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