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22 de Junho de 2008 - 19h11 - Última modificação em 23 de Junho de 2008 - 19h48


"Expresso Forroviário" anima turistas em Campina Grande

Morillo Carvalho
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Campina Grande (PB) - O Expresso Forroviário é uma das principais atrações das festas juninas da cidade. A viagem até o distrito de Galante dura cerca de duas horas e é animada por um trio de forrozeiros
Campina Grande (PB) - O Expresso Forroviário é uma das principais atrações das festas juninas da cidade. A viagem até o distrito de Galante dura cerca de duas horas e é animada por um trio de forrozeiros
Campina Grande (PB) - Dez e quinze da manhã de domingo e toca o apito do trem. É o sinal para que, em cada um dos 12 vagões, um trio de forrozeiros comece a festa no Expresso Forroviário, uma das principais atrações juninas de Campina Grande (PB).

Com 1,2 mil pessoas a bordo, o trem parte para Galante, distrito que fica a cerca de 30 quilômetros do município. De carro, o percurso é feito em cerca de meia hora. De ônibus, em uma. No expresso forroviário, são quase duas horas.

Andando a 20 quilômetros por hora, para garantir animação prolongada, turistas e campinenses fazem a festa. Quase sem espaço para andar, todos dançam e fazem questão de cantar alto as letras que conhecem.

“Coragem, bebida, preparo físico e alegria” são os ingredientes para encarar as duas horas no trem, para a assistente administrativa Rayonnara Cunha, 21 anos. Mas a diversão não é só para jovens de idade. Os jovens de espírito, como Maísa Macedo, 49 anos, também aproveitam. Ela leva as filhas, as amigas das filhas e o neto desde que a atração começou, em 2005.

“É uma animação diferente que não existe em nenhum outro lugar, só aqui. E eu fico despreocupada, porque tem vários policiais à paisana e uma ambulância seguindo o trem. Dá para se divertir tranqüilamente”, conta

Maria Luiza Macedo, filha de Maísa, concorda. “O campinense não pára porque ele tem muito fogo”, brinca. “A mulher paraibana é a que tem mais fogo no Brasil, mas ela também é mulher macho, sim, senhor, e não leva desaforo pra casa”, rebate a mãe, citando a máxima imortalizada pelo forrozeiro Luiz Gonzaga, que tornou famoso o forró pé-de-serra Paraíba Masculina.

Funks, sertanejas e até músicas do repertório da MPB se transformam em forró. Encerra o trajeto o mais que propício samba Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, agora tocado na zabumba, acordeão e triângulo: “Se eu perder este trem que sai agora, às 11h, só amanhã de manhã”. Só que segunda-feira não tem Expresso Forroviário. Quem perder o trem só pode pegar outro no próximo sábado, pois o expresso só funciona nos fins de semana, em junho.



 


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