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22 de Junho de 2008 - 18h50 - Última modificação em 22 de Junho de 2008 - 18h50


Para porta-voz de Morales, referendo em Tarija é ilegal e milionário

Agência Brasil


 
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Brasília - O governo do presidente da Bolívia, Evo Moráles, classificou de ilegal a consulta popular realizada hoje (22) no departamento de Tarija sobre o estatuto de autonomia. As informações são da Agência Boliviana de Informação (ABI).

Para ao porta-voz do governo, Iván Canelas, a decisão da prefeitura de Tarija e dos habitantes do departamento de submeter a voto um documento que poucos conhecem – a Constituição boliviana – não apenas é “ilegal”, mas “milionária”.

Segundo a delegada de autonomia da prefeitura de Tarija, María Lourdes Vaca, o processo do referendo no departamento tem um custo de 6,5 milhões de bolivianos, o equivalente a R$ 1,44 milhões.

O governo boliviano avalia que a lei não abre possibilidade para que nenhum dos quatro departamentos que já realizaram o referendo – Santa Cruz, Beni, Pando e, agora, Tarija – possam, de fato, aplicar a autonomia.

Como ocorrido em 4 de maio, em Santa Cruz, e em 1º de junho, em Beni e Pando, durante a consulta popular foram registrados incidentes e conflitos entre bolivianos que apóiam o estatuto de autonomia e aqueles que rechaçam a convocação do referendo.



 


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