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Brasília - O Conselho de Representantes da Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) decidiu autorizar a
contratação de uma empresa de auditoria para investigar
se mensagens eletrônicas de computadores da entidade foram
interceptadas de forma ilegal por terceiros. Na última sexta-feira (20), a
senadora Kátia Abreu (DEM-TO) protocolou uma representação
na Polícia Civil do Distrito Federal denunciando o fato.
A edição desta semana da revista Veja publica reportagem
informando que a senadora teria recebido doação ilegal da CNA na campanha eleitoral de 2006. Em sua prestação
de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kátia Abreu
disse ter recebido, na campanha, R$ 2,413 milhões do Comitê
de Financiamento Único do PFL (atual DEM) e R$ 50 mil do Banco
Itaú.
As denúncias contra a senadora surgem em ano de disputa pela presidência da CNA. A senadora eleita por Tocantins já declarou sua intenção de concorrer ao cargo. O atual
presidente da entidade, Fábio Meirelles, pretende igualmente brigar pelo comando da entidade. Meirelles também preside a
Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp).
Alguns representantes das federações
de diversos estados afirmam que a disputa pela
presidência da maior entidade do setor agropecuário já começou. A CNA movimenta cerca de R$ 180 milhões por ano.
Depois de mais de quatro horas e meia da reunião
extraordinária, que contou com representantes de 22 das 27
federações de agricultura e pecuária do país,
a CNA liberou uma nota comunicando a autorização para a realização da auditoria. Seus funcionários estão sem acesso aos
computadores desde sexta-feira, quando o centro de informática
da entidade foi lacrado. Como não há previsão para
que a situação volte ao normal, algumas pessoas que
trabalham no prédio da entidade tiveram que levar seus
computadores portáteis com conexão sem fio à
internet.
No comunicado, a CNA “manifesta integral apoio à
senadora Kátia Abreu”, garante que “não faz
contribuição financeira para campanhas eleitorais” e
também autoriza acesso “a todo o sistema de equipamentos de
informática para o trabalho das perícias policial e da
empresa contratada”. Peritos do Instituto de Criminalística
(IC) da Polícia Civil do Distrito Federal já começaram
as investigações nos computadores da entidade e têm
30 dias para divulgar o laudo.
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