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Brasília - A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, anunciou hoje (23) um conjunto de
mudanças no Departamento Estadual de Trânsito (Detran),
órgão que está no centro das denúncias de
corrupção no governo gaúcho. A administração
estadual vai enviar um projeto de lei criando 32 cargos em comissão,
além da reestruturação do plano de cargos e
salários e a realização de concurso público. O quadro de pessoal deverá passar
dos 354 servidores para 416 funcionários.
O
governo também quer agilizar os processos de multas, os
leilões de veículos e reestruturar as juntas de
recursos e infrações. Também serão
criados Centros de Formação de Condutores e Centros de
Registro de Veículos Automotores modelos.
Yeda Crusius fez questão de ressaltar que todas as
mudanças já estavam previstas antes da instalação
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia
Legislativa para analisar as denúncias de corrupção
no governo gaúcho. Ela disse também que o a diretoria
do Detran providenciou as sindicâncias necessárias para
avaliar as denúncias.
“Não
nos furtamos de fazer todas as investigações, como não
nos furtamos de pagar o custo pela escolha de ser um governo de
gestão, de busca de resultados, transparente e compromissado
com a população”
Para
a governadora, o resultado da Operação Rodin, da
Polícia Federal, fere o Rio Grande do Sul aos olhos nacionais.
“Portanto, estamos, a partir do gabinete de transição,
pedindo um novo marco que este governo deverá oferecer para
restauração das relações éticas na
política e para uma série de ações
práticas e permanentes de compromisso com o combate à
corrupção”, disse.
A governadora deu um prazo de 30 dias para que o Detran decida onde será
o pátio legal do órgão e como será a nova
sede. Ela também pediu que a Assembléia Legislativa
agilize a votação da proposta que reduz os custos da
Carteira Nacional de Habilitação para os gaúchos.
De
acordo com o secretário-executivo das Câmaras Setoriais
do governo, Erik Camarano, o objetivo das mudanças é
dar uma resposta rápida a sociedade em relação
aos problemas do Detran, reduzindo os custos dos serviços
prestados, melhorando a qualidade e elevando a produtividade do
órgão.
A
crise no governo do Rio Grande do Sul iniciou no final do ano
passado, com a Operação
Rodin, da Polícia Federal, que desmembrou um esquema de
desvios de recursos no Departamento Estadual de Trânsito
(Detran). As conversas interceptadas revelaram o envolvimento de
membros do governo estadual. Para
tentar resolver a crise, o governo anunciou a
criação de um gabinete de transição formado por representantes dos partidos políticos
que compõem o governo, com o objetivo de reestruturar a administração pública.
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