|
Rio de Janeiro - O juiz do 3º
Tribunal do Júri do Rio de Janeiro Sidney Rosa da Silva
declarou-se hoje (23) incompetente para julgar os 11 militares
suspeitos de entregar jovens do Morro da Providência a
traficantes do Morro da Mineira.
Segundo nota à
imprensa, o juiz defende que o caso deve ser julgado pela Justiça
Federal, já que os soldados são servidores da União.
O juiz informa que os autos do inquérito serão
remetidos para um juiz federal.
A justificativa de
Sidney Silva é que os militares estavam em serviço
quando supostamente cometeram o crime, e por isso teriam manchado a
imagem e a credibilidade do Exército, afetando diretamente a
União.
Os 11 militares, sendo
um tenente, um sargento e nove soldados, são acusados de terem
prendido, no último dia 14, três jovens no Morro da
Providência e entregado a traficantes do Morro da Mineira,
dominada por traficantes de uma facção criminosa rival.
Os três apareceram mortos no dia seguinte em um lixão na
Baixada Fluminense.
Militares do Exército
fazem a segurança de uma obra social no Morro da Providência
desde dezembro do ano passado, de reforma de casas da favela.
As obras estão a
cargo do Batalhão de Engenharia e a segurança dos
canteiros de obras está sendo feita pelo Batalhão de
Infantaria Motorizada.
|