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23 de Junho de 2008 - 19h54 - Última modificação em 23 de Junho de 2008 - 20h06


Juiz alega incompetência para julgar militares e passa inquérito para Justiça Federal

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O juiz do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro Sidney Rosa da Silva declarou-se hoje (23) incompetente para julgar os 11 militares suspeitos de entregar jovens do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira.

Segundo nota à imprensa, o juiz defende que o caso deve ser julgado pela Justiça Federal, já que os soldados são servidores da União. O juiz informa que os autos do inquérito serão remetidos para um juiz federal.

A justificativa de Sidney Silva é que os militares estavam em serviço quando supostamente cometeram o crime, e por isso teriam manchado a imagem e a credibilidade do Exército, afetando diretamente a União.

Os 11 militares, sendo um tenente, um sargento e nove soldados, são acusados de terem prendido, no último dia 14, três jovens no Morro da Providência e entregado a traficantes do Morro da Mineira, dominada por traficantes de uma facção criminosa rival. Os três apareceram mortos no dia seguinte em um lixão na Baixada Fluminense.

Militares do Exército fazem a segurança de uma obra social no Morro da Providência desde dezembro do ano passado, de reforma de casas da favela.

As obras estão a cargo do Batalhão de Engenharia e a segurança dos canteiros de obras está sendo feita pelo Batalhão de Infantaria Motorizada.



 


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