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Rio de Janeiro - As grandes empresas
do setor industrial que empregam mais de mil pessoas são as
que apresentaram maior dinamismo nos últimos dez anos.
Indústrias de grande porte são aquelas com 250 pessoas
ocupadas ou mais. É o que revela a Pesquisa Industrial Anual –
Empresa (PIA-Empresa), divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
A economista Isabela Nunes, gerente
do Grupo de Análise do IBGE, informou à Agência
Brasil que essas empresas “são mais dinâmicas e
acabaram gerando 60% do valor total do setor em 2000. Ou seja, as
empresas grandes já respondem por 80% do total. Dentre as
grandes, aquelas que têm mais de mil pessoas ocupadas respondem
por 60%”.
Em 1996, havia no país 3.168
grandes indústrias em atividade. Em 2006, o número
subiu para 3.448, revelando incremento de 8,8%. Entre as companhias
com mais de mil empregados, que passaram de 588 para 764 no período,
o acréscimo observado foi de 29,9%.
O contingente de pessoas ocupadas na
grande indústria como um todo era de 2,7 milhões em
1996 e aumentou para 3,4 milhões em 2006, com crescimento de
24,9%. De acordo com a pesquisa, nas empresas com mil empregados ou
mais, o aumento do total de pessoas ocupadas foi de 42,7%.
Segundo a economista do IBGE, foi
também esse segmento das grandes indústrias o único
que se mostrou dinâmico no período de 1996 a 2006,
alterando o tamanho médio, que é a relação
entre pessoal ocupado e número de empresas. “A ocupação
média dessas empresas com mil pessoas ou mais era de 2.570 e
passou para 2.821 em dez anos. O crescimento foi de 9,8%”.
Apesar de equivalerem a somente
22,2% das grandes empresas, as indústrias com mil empregados
ou mais têm a maior participação em pessoal
ocupado (63,8%), no valor da transformação industrial
(76,1%), nos salários pagos (68,5%) e na receita líquida
de vendas (72,3%).
A pesquisa mostra que as companhias
com mil ou mais pessoas ocupadas tiveram um ganho na distribuição
de empregos no total da indústria. A participação
pulou de 29,4% em 1996 e 27,2% em 2000 para 31,9% em 2006. Do mesmo
modo, foi apurada expansão da participação na
produção. O valor da transformação
industrial subiu para essa faixa de empresas de 48,7% em 1996, para
53,8% em 2000, e 60% em 2006.
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