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23 de Junho de 2008 - 19h30 - Última modificação em 23 de Junho de 2008 - 19h44


Alta da inflação pode aumentar desigualdade de renda, diz presidente do Ipea

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, dá entrevista coletiva para falar sobre a redução da desigualdade na renda do trabalho
Brasília - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, dá entrevista coletiva para falar sobre a redução da desigualdade na renda do trabalho
Brasília - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, afirmou hoje (23) que o governo terá que ter cuidado com a política de combate à inflação a ser adotada, para não frear ou reverter a tendência de distribuição mais justa de renda entre os pobre e ricos.

Pochmann ressaltou que tanto a inflação quando as políticas a serem adotadas para combatê-la podem ter influência sobre o índice Gini, que mede o intervalo entre a média salarial dos 10% mais pobres da população e a média dos 10% mais ricos. “A política inflacionária deve ser analisada também à luz do perfil distributivo do país.”

Para o presidente do Ipea, tanto a inflação quanto o aumento da taxa de juros poderão influenciar negativamente. “Uma política de combate à inflação que leve à desaceleração da economia, por exemplo, ou a ruptura do ciclo de expansão, pode ter impacto imediato no mercado de trabalho e pode reduzir o nível de emprego, contendo salários. É evidente também que a inflação em alta termina reduzindo o poder aquisitivo, principalmente dos mais pobres”, apontou Pochmann.

Um estudo divulgado hoje Ipea apontou que a desigualdade entre os rendimentos dos trabalhadores brasileiros caiu quase 7% entre o quarto trimestre de 2002 e o primeiro de 2008. Nesse período, o índice Gini, ou o intervalo entre a média dos 10% mais pobres da população e a média dos 10% mais ricos, caiu de 0,543 para 0,505.

O Gini varia de zero a um - quanto mais perto de um, maior desigualdade; quando mais perto de zero, menor desigualdade.

Conforme o estudo, a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB) tem-se mantido estável desde 2004. Houve uma reversão da tendência de queda verificada até então, de 40,3%, em 1995, para 35,8%, em 2002.


Atualizada para alteração do título.
 


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