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Brasília - As obras da Usina
Hidrelétrica de Estreito, que fica na divisa entre o Tocantins
e o Maranhão, poderão ter continuidade. Foi o que
decidiu hoje (23) o desembargador federal Jirair Aram Meguerian, do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sediado em Brasília.
A decisão é
fruto de uma suspensão de liminar pedida pelo Instituto
Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O empreendimento havia sido paralisado no início do
mês pela Justiça Federal do Maranhão, que anulou
a licença de instalação da usina e determinou
que os estudos de impacto ambiental da obra fossem complementados.
Em sua decisão,
Meguerian diz que todos os passos foram cumpridos nos estudos de
impacto ambiental e que a paralisação das obras poderá
causar prejuízos econômicos. Para ele, o empreendimento
tem vital importância para o desenvolvimento da infra-estrutura
energética do país.
O desembargador explica, no seu despacho,
que a anulação da licença de instalação
da usina teve como base suspeitas de parcialidade do Ibama e de
pressões do Poder Executivo para que essa licença fosse
concedida. “Essas suspeitas não são suficientes para
infirmar a presunção de validade desse ato
administrativo”, disse.
Ele lembrou que qualquer
atividade produtiva, principalmente as usinas hidrelétricas,
causam impactos ambientais, mas ressalta que o Ibama já
realizou os estudos e determinou as medidas necessárias para
minimizar esses impactos.
A Usina Hidrelétrica
de Estreito deverá gerar 1 mil megawatts e está
prevista para ser finalizada em agosto de 2010. O investimento total
previsto na obra é de R$ 3,2 milhões. De acordo com o
último balanço do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), as obras estão com 17% de realização.
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