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Curitiba - A Receita Federal
começa a fiscalizar hoje (23) as 84 empresas com maiores
indícios de sonegação de contribuições
previdenciárias do Paraná.
No total, foram
identificadas no estado 351 estabelecimentos entre os 1,7 mil que
apresentaram divergências nos dados declarados na Guia de
Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na
Guia de Informações à Previdência Social
(GFIP), na Declaração do Imposto de Renda Retido na
Fonte (Dirf) ou na Declaração de Informações
Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). De acordo
com assessoria de imprensa da Receita, essas empresas apresentaram diferença na base de cálculo em torno de R$ 995
milhões.
O terceiro programa da
Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização
(Enaf) para o ano de 2008, que consiste no cruzamento de dados das
antigas Secretaria da Receita Federal e Secretaria da Receita
Previdenciária, começou nesta segunda-feira em todo o
País, e abrangerá inicialmente 1,7 mil empresas, de um
total de 6.455 contribuições de pessoas jurídicas
que demonstraram possível existência de sonegação.
A Receita Federal
explicou que fez o cruzamento da remuneração “dos
empregados” ou “dos contribuintes individuais” declarada em
GFIP com os valores constantes da Dirf ou da DIPJ, conforme a
situação analisada.
No balanço
divulgado pela Receita Federal, no Paraná, num confronto entre
o Guia de Informações à Previdência e a
Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte, foram
selecionados 186 contribuintes com indícios de sonegação
de aproximadamente R$ 240 milhões. Outros 120 contribuintes
foram identificados após o confronto da GFIP com os
“rendimentos do trabalho assalariado” declarados na DIPJ. Nesse
caso, segundo a Receita, foram encontrados na base de cálculo
das contribuições indícios de omissão que
somam aproximadamente R$ 184 milhões.
Também foram
selecionados outros 45 contribuintes, em razão do cruzamento
da GFIP com os “rendimentos do trabalho sem vínculo
empregatício” declarados em DIPJ, com indícios de
sonegação das contribuições
previdenciárias de aproximadamente R$ 571 milhões.
“Os contribuintes que
optarem por regularizar a sua situação, desde que antes
do recebimento da intimação inicial da Receita Federal,
deverão providenciar a retificação da
declaração, pagando eventuais diferenças das
contribuições, devidamente acrescidas de juros e multa
de mora”, instrui o órgão. Se comprovadas as fraude,
os envolvidos poderão responder criminalmente.
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