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Brasília - A Procuradoria-Geral
da República deve encaminhar nos próximos dias ao
Ministério do Planejamento um documento em que um Grupo
Especial de Trabalho, constituído pela Procuradoria da
República do Distrito Federal, recomenda que seja avaliada pelo governo a
necessidade da existência da Fundação Nacional de
Saúde (Funasa). A informação foi dada à
Agência Brasil pela procuradora da República Raquel
Branquinho, que assina uma ação de improbidade
administrativa contra três ex-presidentes da Funasa.
“Temos verificado
que a Funasa não tem conseguido, através da sua
estrutura de 40 mil servidores públicos, desempenhar as funções
de prestação de assistência à saúde
indígena, transferência de recursos para melhoria de
saneamento básico em municípios e prevenção
de doenças endêmicas. São atividades correlatas
aos ministérios da Saúde, das Cidades e à Funai
[Fundação Nacional do Índio]. É uma
duplicidade de atividades, com um gasto muito grande e resultado muito
ruim para o interesse público”, criticou Raquel Branquinho.
Um dos sinais de
ineficiência administrativa da Funasa, conforme a procuradora,
se dá na terceirização do atendimento à
saúde indígena, com o repasse de verbas para Organizações Não Governamentais (ONGs). “Parte da
saúde indígena é delegada a ONGs que não
têm perfil nem vocação nem estrutura para este tipo de serviço. Quando a gente vai na ponta, vê que o dinheiro
foi mal aplicado, desviado e não houve adequada prestação
de serviço às comunidades”, descreveu Raquel Branquinho. Em recente entrevista à Agência Brasil, o diretor de saúde indígena da Funasa, Vanderlei Guenka, informou que o governo tem um plano para substituir todos os terceirizados que trabalham na atividade-fim até 2012.
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