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Brasília - O presidente nacional
do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), acaba de informar que morreu hoje (24) à noite em São Paulo, no apartamento
da família, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, 77 anos,
mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em decorrência
de problemas cardíacos.
“Estamos em luto. Foi
uma perda muito grande, irreparável para o partido e para o
Brasil”, afirmou Guerra à Agência Brasil.
O deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP) disse que conversou com o ex-presidente hoje pela manhã. Fernando Henrique Cardoso teria dito que Ruth estava bem após ter feito um cateterismo ontem (23). Paulo Renato, que foi ministro da Educação nos dois governos FHC, está a caminho de São Paulo.
O secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), lamentou a morte da ex-primeira-dama e ressaltou a contribuição de Ruth Cardoso para o país. "Ela construiu uma grande teia social em favor da população brasileira", disse referindo-se a programas sociais coordenados por Ruth, como o Comunidade Solidária.
Para o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, a dedicação no
combate à pobreza e à exclusão social é o principal legado deixado pela
ex-primeira-dama.
“A dona Ruth foi a
maior ativista dos programas de inclusão social no Brasil. Ela
mobilizou a sociedade e o governo para a emancipação de
nossa gente”, afirmou Aníbal.
Antropóloga com pós-doutorado na
Universidade de Columbia em Nova York, Ruth Cardoso destacou-se nos oito anos do
governo do marido Fernando Henrique como fundadora do
projeto Comunidade Solidária, criado para combater a pobreza e
a exclusão social.
Ruth Cardoso nasceu em
19 de setembro de 1930 na cidade de Araraquara, no interior de São
Paulo. Foi professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
(Cebrap). Atualmente, integrava o conselho diretor da organização
Comunitas, criada para dar continuidade aos projetos do
Comunidade Solidária.
Ontem (24), Ruth Cardoso
tinha recebido alta de uma internação de quatro dias,
no Hospital Sírio Libanês. Ela estava hospitalizada por causa de dores no
peito.
Em virtude da morte, o
PSDB cancelou as comemorações do aniversário de 20 anos do partido que aconteceriam amanhã (26), no plenário do Senado.
* Colaborou Marcos Chagas
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