Os juros cobrados pelo
uso do cheque especial continuam em alta. Em maio chegaram a 157,1% ao ano, contra os
152,7% ao ano registrados no mês anterior. O aumento foi de 4,4 pontos
percentuais de um mês para o outro e no ano foi de 19 pontos percentuais. A taxa de maio é a maior desde agosto de 2003, quando ficou em 163,9% ao ano. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Banco Central.
A taxa média de
juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,4% ao
ano, em abril, para 37,6 % ao ano em maio. Nos 12 meses
fechados em maio, a taxa média subiu 0,4%. No ano, a alta é de 3,8%.
No caso das operações destinadas apenas a pessoas físicas, a taxa média caiu de 47,7% em abril para 47,4% ao ano no mês passado. A taxa média de juros anuais para empresas (pessoa jurídica) foi de 26,9% em maio, maior do que os 26,3% de abril.
Os juros anuais do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento, passaram de 50,6% em abril para 48,4% em maio. Na aquisição de veículos, a taxa subiu de 29,8% ao ano para 30,6% ao ano.
O spread, diferença
entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação)
e o que cobram na concessão do empréstimo
(financiamentos) ficou em 14,5 pontos percentuais para empresas, 33,5
pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos
percentuais no total. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread. Em 12 meses encerrados em maio, o spread para as empresas subiu 1,7%, para as famílias houve redução de 4%, e no total foi registrada redução de 1,5%.