A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (24) ao comentar a Operação João de Barro da Polícia Federal que “não haverá, no âmbito do governo, hipótese de qualquer tolerância a desvios, irregularidades ou fraudes” tanto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto nas demais ações governamentais.

Segundo Dilma, dos 119 municípios investigados pela PF por suspeitas de desvio de recursos, 37 estavam contemplados com obras do PAC e, destes, apenas oito teriam iniciado as obras com desembolso já efetuado de R$ 15,5 milhões. Entretanto, salientou a ministra, as obras em sua totalidade, nesses 37 municípios, atingiriam R$ 1,8 bilhão.

“Além do caráter de investigação, o trabalho da PF tem um papel dissuasório. O processo de fiscalização permanente da CGU [Controladoria-Geral da União] e da Caixa é complementado quando há indício de crime pela investigação da PF. Ela [a PF] entra por denúncia ou solicitação da CGU, do TCU [Tribunal de Contas da União] ou do Ministério Público”, afirmou. "E todo mundo que estiver de olho-gordo nas obras do PAC que se cuide", acrescentou Dilma.

Dilma ainda lembrou que a Casa Civil determinou que a CGU e a Caixa façam uma "investigação paralela" nos 37 municípios onde há suspeitas de irregularidades em obras no PAC. "A PF ainda não pode nos informar quais são os contratos irregulares, mas a operação nos dá condições de antecipar, refazer a fiscalização", disse.

A ministra defendeu ainda a participação de governos estaduais e prefeituras para reforçar a fiscalização das obras.