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Rio de Janeiro - Cerca de 200
empresas emitem debêntures no mercado, que vem crescendo ano a
ano. “Uma das grandes melhorias do nosso mercado é que os
volumes cresceram, mas também o número de emissores vem
aumentando. Isso demonstra o potencial do nosso mercado”, avaliou o superintendente da Associação
Nacional das Instituições do Mercado Financeiro
(Andima), Paulo Sampaio.
O
setor que mais captou recursos por debêntures foi o de
arrendamento mercantil, formado por empresas de leasing (aluguel) que são ligadas aos conglomerados
financeiros (bancos). Outros setores que também utilizaram
esse instrumento no mercado são petroquímico, energia,
telefonia, empresas de administração e participação.
O
aumento do nível de atividade econômica, reforçado
pelo atual momento de estabilidade no Brasil, tem relação
direta com o crescimento da demanda por debêntures. “A
relação é direta. Se as empresas pretendem
investir, pretendem aumentar a sua capacidade de produção,
têm demanda para isso, a debênture é um
instrumento fortíssimo para a captação desses
recursos”, disse.
Ele
recordou que no ano passado, houve um significativo lançamento
de ações no mercado de capitais. Isso significa que as
empresas estão lançando mão de parte do seu
capital para novos sócios.
“Isso
tem um tamanho ideal para a participação de acionistas.
Porque o acionista controlador não vai ficar diluindo o seu
capital somente através da captação de ações.
Por isso, depois de um determinado momento, existe um nível de
endividamento ótimo para a empresa e a debênture é
um instrumento de endividamento”, explicou.
A
Câmara de Custódia e
Liquidação (Cetip) é a maior depositária de títulos privados
de renda fixa e derivativos da América Latina. Ela possui mais
de R$ 2 trilhões de ativos em custódia e contabiliza
atualmente cerca de 7,5 mil participantes do mercado financeiro. Por
derivativos, entende-se os ativos financeiros cujo preço ou
cotação depende de outro mercado.
Desde 1971,
quando foi criada, a Andima sempre atuou em conjunto com as
autoridades da área econômica, representadas pelo Banco
Central; e com as instituições e demais associações
da área financeira, incluindo bancos comerciais, bancos
múltiplos e bancos de investimento; corretoras e
distribuidoras de valores; e administradores de recursos.
Além de
ser um importante instrumento de representação do setor
financeiro, a entidade oferece suporte técnico e operacional
às instituições, fomentando novos mercados e
trabalhando pelo desenvolvimento do Sistema Financeiro Nacional.
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