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24 de Junho de 2008 - 13h59 - Última modificação em 24 de Junho de 2008 - 16h03


Mercado de debêntures cresce a cada ano

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 200 empresas emitem debêntures no mercado, que vem crescendo ano a ano. “Uma das grandes melhorias do nosso mercado é que os volumes cresceram, mas também o número de emissores vem aumentando. Isso demonstra o potencial do nosso mercado”, avaliou o superintendente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Paulo Sampaio.

O setor que mais captou recursos por debêntures foi o de arrendamento mercantil, formado por empresas de leasing (aluguel) que são ligadas aos conglomerados financeiros (bancos). Outros setores que também utilizaram esse instrumento no mercado são petroquímico, energia, telefonia, empresas de administração e participação.

O aumento do nível de atividade econômica, reforçado pelo atual momento de estabilidade no Brasil, tem relação direta com o crescimento da demanda por debêntures. “A relação é direta. Se as empresas pretendem investir, pretendem aumentar a sua capacidade de produção, têm demanda para isso, a debênture é um instrumento fortíssimo para a captação desses recursos”, disse.

Ele recordou que no ano passado, houve um significativo lançamento de ações no mercado de capitais. Isso significa que as empresas estão lançando mão de parte do seu capital para novos sócios.

“Isso tem um tamanho ideal para a participação de acionistas. Porque o acionista controlador não vai ficar diluindo o seu capital somente através da captação de ações. Por isso, depois de um determinado momento, existe um nível de endividamento ótimo para a empresa e a debênture é um instrumento de endividamento”, explicou.

A Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip) é a maior depositária de títulos privados de renda fixa e derivativos da América Latina. Ela possui mais de R$ 2 trilhões de ativos em custódia e contabiliza atualmente cerca de 7,5 mil participantes do mercado financeiro. Por derivativos, entende-se os ativos financeiros cujo preço ou cotação depende de outro mercado.

Desde 1971, quando foi criada, a Andima sempre atuou em conjunto com as autoridades da área econômica, representadas pelo Banco Central; e com as instituições e demais associações da área financeira, incluindo bancos comerciais, bancos múltiplos e bancos de investimento; corretoras e distribuidoras de valores; e administradores de recursos.

Além de ser um importante instrumento de representação do setor financeiro, a entidade oferece suporte técnico e operacional às instituições, fomentando novos mercados e trabalhando pelo desenvolvimento do Sistema Financeiro Nacional.



 


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