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Rio de Janeiro - A Comissão de
Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa do Rio
de Janeiro (Alerj) recebeu, hoje, em audiência pública,
familiares dos três jovens mortos depois de serem entregues a
traficantes do Morro da Mineira por soldados do Exército, que
ocupavam o Morro da Providência, no centro do Rio.
Durante a audiência,
Lílian Gonzaga da Costa, mãe de uma das vítimas,
Wellington Gonzaga da Costa, de 19 anos, pediu justiça. "Eu
não tenho medo. O que eu quero é justiça,
principalmente para meu filho", disse Lílian.
A reunião também
teve a participação do delegado responsável pelo
inquérito, Ricardo Dominguez, do defensor público da
União, André Ordacgy, e da presidente da Comissão
de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ),
Margarida Pressburger.
O presidente da
Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, deputado estadual Alessandro
Molon, do PT, afirmou que a comissão vai trabalhar para
conseguir apoio psicológico e indenização para
as famílias das vitimas.
"Vamos procurar
prover apoio psicológico, que está sendo pedido pelos
familiares das vitimas, nós vamos também oferecer ajuda a quem
desejar entrar no programa de proteção à testemunha, e mandaremos um projeto de lei ao Congresso Nacional, para indenizar as
famílias ", afirmou Molon.
Três jovens
moradores do morro da Providência, no centro do Rio, foram
seqüestrados por militares do Exército, no último dia 14, e entregues a traficantes
do Morro da Mineira, no Catumbi, onde foram torturados e mortos. Os corpos dos rapazes foram encontrados no dia seguinte no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, na
Baixada Fluminense.
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