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Brasília - O presidente da Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), considerou “incipiente” o
volume de recursos envolvidos no apoio a projetos que buscam soluções
tecnológicas locais para a modernização da
infra-estrutura e da gestão dos portos.
Segundo ele, é
justo reconhecer que a infra-estrutura portuária recebeu
grande desenvolvimento nos últimos 15 anos, com a Lei de
Modernização dos Portos, mas há problemas que
precisam ser resolvidos, principalmente no que diz respeito aos
custos das operações, superiores aos do mercado
internacional.
Chinaglia lembrou que a
movimentação de um conteiner no Porto de Santos custa
US$ 280, contra US$ 150 na Ásia e US$ 220 na Europa.
O deputado afirmou que uma das
iniciativas mais importantes do governo brasileiro foi incluir
medidas de modernização dos portos no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Outras iniciativas
foram a criação da Secretaria Nacional dos Protos,
ligada à Presidência da República, e a dragagem
dos rios.
Para o presidente da
Câmara, outro entrave para o setor é a falta do
desenvolvimento de soluções para o setor desenvolvidas
por pesquisadores de instituições científicas e
tecnológicas.
“Isso se deve à
falta, que perdurou muitos anos, de uma política governamental para o
setor”.
Para enfrentar os
entraves, ele sugeriu o desenvolvimento da engenharia brasileira,
desde a formação de recursos humanos especializados até
a inovação tecnológica capaz de acompanhar o
aumento do comércio exterior.
Anualmente, os portos
brasileiros movimentam 700 milhões de toneladas de
mercadorias, e respondem por 90% da exportações. Arlindo Chinaglia participou do seminário Ciência e Tecnologia nos Portos
Brasileiros, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.
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