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São Paulo - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje (24) que o déficit em conta corrente é um fator de atenção para o governo.
"Não é prudente admitir um déficit muito superior a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB)", disse Coutinho, ao participar do evento Responsabilidade Social das Empresas e os Direitos Humanos
– Encontro de Presidentes, organizado pelo Instituto Ethos de
Empresas e Responsabilidade Social e pela Secretaria Especial de
Direitos Humanos da Presidência da República. Na opinião de Coutinho, é fundamental manter um esforço "de expansão das exportações brasileiras". Ele lembrou que esse é um dos objetivos da Política de Desenvolvimento Industrial, desde que isso não produza um déficit alto demais na conta corrente. "Nós podemos e devemos exportar muito mais produtos agropecuários e agrícolas, mas também precisamos exportar mais produtos industriais", disse. Coutinho também negou um aumento na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), dizendo que ela ficará estável. "Ela é a nossa taxa de longo prazo mais importante. E os empréstimos em TJLP estão reservados para três grandes prioridades do BNDES: criar novas infra-estruturas, aumentar a capacidade da indústria para servir no mercado externo e exportar e aumentar a capacidade de inovação da economia brasileira para que tenhamos mias ganho de produtividade." O presidente do BNDES disse que o orçamento do banco em TJLP é limitado, mas chega a R$ 60 bilhões. "É razoável e suficiente para dar conta do recado", defendeu.
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