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24 de Junho de 2008 - 19h46 - Última modificação em 24 de Junho de 2008 - 19h46


Para ministro, empresas ainda podem fazer mais pelos direitos humanos

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi disse hoje (24), em encontro sobre responsabilidade social das empresas, em São Paulo, que as empresas brasileiras ainda fazem pouco pelos direitos humanos e pela responsabilidade social no país.

"O que as empresas fazem, elas fazem ainda com o nome de responsabilidade social. Há empresas que tem bons programas de inclusão, mas há empresas que desconhecem o tema e dedicam apenas 0,5% do seu lucro líquido para programas sociais ou de filantropia. É melhor que nada, mas é muito abaixo do que as empresas podem fazer", disse.

Vannuchi elogiou a iniciativa de tratar do tema com empresários e autoridades e disse esperar que "em pouco tempo, haja empresas com a declaração dos direitos humanos afixadas nas portas para que o Brasil passe a ter uma convenção dos direitos humanos comparado a dos países europeus".

No evento, empresários, e também o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, e o presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, assinaram uma declaração de "responsabilidade social das empresas e os direitos humanos".

Segundo o documento, as empresas "se comprometem a envidar todos os esforços para priorizar os direitos humanos, garantindo assim a sustentabilidade do desenvolvimento de nosso país". Entre os compromissos estariam a promoção da eqüidade de gênero e raça no ambiente de trabalho, a erradicação do trabalho, a inclusão de pessoas com deficiência e o apoio para a promoção dos direitos da criança, do adolescente e do jovem.

"É preciso criar em cada empresa políticas que sejam, num prazo de cinco ou dez anos, de equivalência. Isso vale para a igualdade racial e para a inclusão de pessoas com deficiência", defendeu o ministro.



 


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