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Rio de Janeiro - A Justiça
Eleitoral do Rio de Janeiro comprovou as ligações
eleitorais entre o projeto Cimento Social, de reforma de casas
populares no Morro da Providência, no centro da cidade do Rio
de Janeiro, e o pré-candidato à prefeitura do município
Marcelo Crivella (PRB).
Hoje (24), as obras na
comunidade foram embargadas por uma decisão do juiz Fábio
Uchoa, da Coordenadoria de Fiscalização da Propaganda
Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral.
Na decisão, o
juiz alegou “propaganda eleitoral subliminar”, com base na
distribuição de cartões contendo uma foto de
Crivela sobreposta à imagem da obra no Morro da Providência.
Uma investigação
do TRE comprovou também referências ao projeto na página
do pré-candidato na internet.
“Os documentos que
chegaram fizeram ver que o projeto do Marcelo Crivela é antigo
e é utilizado em campanhas. Em 2004, ele como senador
apresentou o Cimento Social em forma de projeto de lei ao Senado, mas
a obra ainda não foi aprovada”, disse o juiz Fábio
Uchoa na decisão.
De acordo com o juiz,
sem uma decisão do Congresso o convênio firmado entre os
Ministérios das Cidades e da Defesa para realização
das obras, em janeiro de 2008, é eleitoreiro.
“A data do convênio,
em pleno ano eleitoral, viola a legislação eleitoral
que garante a igualdade entre os candidatos”, afirma o texto da
decisão que embargou a obra.
A sentença de
Fábio Uchoa também determina ao pré-candidato
Marcelo Crivella a interrupção da distribuição
dos cartões ligando seu nome à obra, e concedeu dois
dias para que informe a quantidade de folhetos produzidos e a origem
do material, sob pena de multa.
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