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24 de Junho de 2008 - 19h25 - Última modificação em 24 de Junho de 2008 - 19h25


Serra propõe sistema de certificação de empresas que promovem os direitos humanos

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O governador de São Paulo, José Serra, defendeu hoje (24) a criação de um sistema de certificação de empresas promotoras dos direitos humanos. Durante seu discurso em evento sobre a responsabilidade social das empresas e os direitos humanos, na capital paulista, ele sugeriu ainda que houvesse uma forma de  relacionar também "os violadores dos direitos humanos."

Para Serra, a responsabilidade social nas empresas é importante não somente para a formação profissional dos empregados, mas também para o respeito à dignidade humana. "Isso agrega valor ao nome e à marca da empresa."

O evento reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diversos ministros e empresários para debater uma agenda de direitos humanos na gestão empresarial e na cadeia produtiva, discutindo temas como erradicação do trabalho escravo, promoção da igualdade e acessibilidade e empregabilidade de pessoas portadoras de deficiência.

Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, é necessário "fazer um grande esforço e incluir todos os brasileiros, de todas as etnias e condições, no mundo do trabalho, com remuneração justa e compatível".

O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, disse que a questão sócio-ambiental é estratégica para a empresa. "Faz parte da estratégia da companhia e da sustentabilidade do negócio de mineração no longo prazo olhar muito para a questão social e ambiental". Agnelli afirmou que a Vale tem pensado em formas de oferecer mais empregos em nível gerencial para negros e mulheres.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que o evento é importante particularmente na área social. "Há um investimento forte e crescente das empresas na área de responsabilidade social voltado para a educação. Mas, em geral, isso está desalinhado com o que o poder público tem feito. Então, buscar um alinhamento de ações com foco na aprendizagem me parece uma saída muito interessante."

O ex-jogador de futebol Raí e um dos responsáveis pela Fundação Gol de Letra disse que é vital integrar a sociedade civil e o poder público com as empresas "para que os direitos humanos sejam respeitados e para que a responsabilidade social e empresarial cresça nessas metas de estabelecer os direitos humanos".



 


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