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Brasília - Um grupo de 80 líderes
evangélicos entregou hoje (25) à Mesa do Senado um
manifesto contra a aprovação do projeto de lei que
criminaliza a homofobia.
Os líderes
representavam cerca de 500 evangélicos que fizeram um protesto
em frente ao Senado contra a aprovação do projeto, e
que foram impedidos de entrar no Congresso.
O grupo foi recebido
pelo senador Magno Malta (PR-ES), que também é contra a
aprovação da proposta.
Para Magno Malta, o
projeto cria “um império homossexual no Brasil”, porque,
segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para
emprego ou transação comercial em virtude da opção
sexual poderá ser preso.
O projeto propiciaria
inclusive a impunidade da pedofilia e da necrofilia, na avaliação
do senador. “O pedófilo vai dizer que a opção
sexual dele é menino de 9 anos”, declarou Malta.
O vice-presidente do
Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do
Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia, considerou o projeto “uma
afronta à democracia”, porque inibe a liberdade de
expressão.
“No estado
democrático ninguém está imune à
crítica”, afirmou.
O pastor do Ministério
da Fé Fadi Faraj, disse que o projeto compara a opção
sexual às raças e etnias, o que ele considerou “um
absurdo”.
“Isso [homossexuais]
não é uma minoria, isso é um comportamento
sexual”, disse o pastor.
O projeto de lei já
foi aprovado na Câmara dos Deputados.
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