



|
Brasília - O governo do Equador anunciou que
vai avaliar a possibilidade de impor sanções comerciais
à Colômbia, após os dois países terem
interrompido os esforços para normalizar as relações
diplomáticas. As informações são da BBC
Brasil.
"Não descartaríamos,
no futuro, se as coisas não correrem bem, impor restrições",
disse a ministra de Relações Exteriores do Equador,
María Isabel Salvador. Segundo a ministra, o comércio
entre os dois países seguiu normalmente, apesar da tensão
política dos últimos meses.
As declarações foram
feitas depois que o ministro de Relações Exteriores da
Colômbia, Fernando Araújo, anunciou, na última
segunda-feira (23), que seu governo decidiu adiar o restabelecimento
de relações diplomáticas com o Equador. De
acordo com Araújo, a decisão foi motivada pelas
"agressões verbais" do presidente do Equador, Rafael
Correa, à Colômbia. "Fica adiado porque, nesse
ambiente, não se pode restabelecer relações, em
meio a insultos", disse ele.
"Eles falam em adiar... Nós
tomamos a decisão de não restabelecer as relações
com a Colômbia", afirmou a ministra equatoriana, em
resposta às declarações de Araújo.
A crise entre os dois países
começou em março, após uma incursão do
Exército colombiano em território equatoriano para
atacar um acampamento do grupo rebelde Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Depois do episódio, os dois
governos ordenaram o retorno de seus respectivos embaixadores. A
crise envolve ainda a Venezuela e a Nicarágua. O presidente
venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas ao líder
colombiano, Álvaro Uribe, logo após a incursão
militar em território equatoriano. A tensão entre
Nicarágua e Colômbia foi motivada pela decisão do
governo nicaragüense de dar asilo a dois integrantes das Farc.
|
|