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Rio de Janeiro - O advogado de dois sargentos e dois soldados presos, Márcio Frazão, informou hoje (25) que vai entrar com
pedido de habeas corpus para assegurar a liberdade de seus clientes. Eles estão presos pelo envolvimento,
junto com mais outros sete militares, na morte de três moradores do Morro da Providência, no último dia 14.
“O processo criminal começa
agora. Vamos entrar com as medidas para soltá-los”,
assegurou Frazão.
Sete dos onze suspeitos tiverem prisão preventiva decretada na noite de ontem (24). A
Justiça Federal decidiu prender os militares, acatando o
pedido do Ministério Público Federal (MPF). Os militares
cumpriam prisão temporária e seriam soltos hoje (25).
De acordo com nota do MPF, os
procuradores José Augusto Vagos, Neide Cardoso e Patrícia
Muñis Weber, à frete do processo, entenderam que a
prisão preventiva garantirá a ordem pública e a
segurança da continuidade do processo.
Dos 11 militares, quatro já
tinham prisão preventiva decretada pela Justiça
Militar. Os outros sete cumpriam prisão temporária,
cujio prazo de 10 dias se encerrava à meia-noite de ontem.
Os advogados dos demais presos não
foram encontrados para comentar futuras providências do caso e, a
partir de agora, o MPF tem cinco dias para apresentar denúncia
contra os envolvidos.
O Ministério Público
Militar informou que não há previsão para denunciar os envolvidos. Segundo a assessoria de
imprensa, o inquérito policial militar ainda está no
Comando Militar do Leste.
O Exército desocupou na noite
de ontem o Morro da Providência, obedecendo ordem do ministro
da Defesa, Nelson Jobim. Ele anunciou a desocupação
depois de o Tribunal Regional Eleitoral embargar as obras, alegando
fins eleitoreiros.
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