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25 de Junho de 2008 - 15h14 -
Última modificação
em 25 de Junho de 2008 - 15h14
Servidores do Tesouro Nacional entram em greve e Funasa negocia reivindicações
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - Servidores da Funasa, que atuam como agentes de combate às endemias, fazem ato em frente ao Palácio do Planalto em repúdio à suspensão do pagamento de gratificações
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Brasília - Além dos
funcionários do Banco do Brasil e da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), outras duas categorias de
servidores realizaram manifestações hoje (25) para revindicar
melhorias de salários e planos de carreira. Desde a última
quinta-feira os servidores da Controladoria Geral da União
(CGU) já estavam em greve. Hoje, em assembléia,
receberam a adesão dos funcionários da Secretaria do
Tesouro Nacional (STN). Eles pedem a equiparação de
salários aos dos servidores da Receita Federal.
“As liberações
de dinheiro pelo Tesouro Nacional, os leilões de títulos
públicos e outras atividades, como por exemplo as obras do
PAC, sofrerão atrasos, inevitavelmente”, explicou o presidente
da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças
e Controle (Unacon), Fernando Antunes. A categoria estava apenas
paralisada, mas como o governo não alterou a proposta feita
anteriormente, os servidores decidiram entrar em greve por tempo
indeterminado.
Os servidores da CGU e
da STN querem ter o mesmo tratamento dado aos servidores da Receita.
“Não dá para compreender porque o trabalho feito pela
STN em áreas tão importantes para o governo e o da
CGU, que combate a corrupção, não sejam
considerados pelo governo, e que isso se traduza em salários
maiores para a Receita e menores para nós”, argumenta
Antunes. O piso oferecido pelo governo federal foi de R$ 9, 5 mil
para os funcionários da CGU e de R$ 12 mil para os da STN.
Na praça dos
Três Poderes, os servidores da Fundação Nacional
da Saúde (Funasa) protestaram contra a suspensão do
pagamento de Indenização de Campo e pela extensão
da Gratificação de Atividades de Combate e Controle de
Endemias (Gacen). A gratificação foi criada por medida
provisória, em 14 de maio, em substituição à
Indenização do Campo. Mas a nova gratificação
só atende a duas carreiras, deixando sem o benefício cinco
mil trabalhadores desviados de função, que trabalham no
campo.
De acordo com o diretor
do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal
(Sindsep-DF), Carlos Henrique Ferreira, funcionários
reuniram-se hoje com representantes da Casa Civil para negociações.
A categoria negocia também com o Ministério do
Planejamento e já articulou com parlamentares uma proposta
de emenda à MP, para estender a gratificação aos
servidores não contemplados. Ele não descarta a
possibilidade de uma greve. No dia 5 de julho haverá um
Encontro Nacional dos Servidores da Funasa e, se as revindicações
não forem atendidas, os trabalhadores podem decidir pela
greve, acredita Ferreira.
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